Será a obediência um ato político?
O objetivo deste texto é responder à questão:
O objetivo deste texto é responder à questão:
Será a obediência um ato político?
De acordo com Aristóteles, que para chegar às suas conclusões, observava a pólis, o homem é um “animal político”; e segundo Karl Marx, o homem é um ser social. Partindo do pensamento desses filósofos, considera-se que o homem só realiza sua humanidade no meio social, o “ethos”. Isso implica em relações de poder, onde se estabelece um jogo de interesses, ou seja, o homem tem em si, inerente à sua natureza, a pulsão de vida representada por liberdade e desejo de poder, que irão determinar a ação política, através da tensão , em que sempre existirá “alguém” que exerce e outro que se submete ao poder, ou pela força física, pela coerção, pela religião, por um contrato, ou por quaisquer outras formas de poder.
Mas, será a obediência a esse poder, um ato político?
Certamente, a obediência também expressa um ato político. Vejamos os exemplos.
As pessoas pagam impostos, para não pagarem multa, existindo assim, um ato político estabelecido pelo poder público, (Estado), e pelo contribuinte que obedece. Nessas circunstâncias pode-se perceber um mútuo interesse. Quem manda tem o interesse financeiro de arrecadar os impostos, enquanto o que obedece, além de não querer ser multado, justifica sua ação, ou seja, ele justifica para ele mesmo e para outrem, que não está negando sua dignidade, sua liberdade, uma vez que essa atitude é uma obediência necessária.
Observa-se que na relação entre homem mulher, existe uma tensão entre liberdade e poder. E que também existe um jogo de interesses. Podemos comparar a relação de exploração que tem o capitalista sobre o trabalhador, com a relação estabelecida entre o homem e a mulher.
De acordo com Aristóteles, os seres da mesma espécie, e de sexos opostos devem se unir em pares, uma vez que esses seres não têm existência individual, pelo menos no que diz respeito à reprodução e a perpetuação da espécie; havendo para isso, a necessidade inerente à natureza de uma relação de “poder”.
Na contemporaneidade existem diversos motivos que através dos quais as mulheres justificam sua obediência aos maridos, tentando recuperar a dignidade, e a liberdade. Umas, para preservarem a união estável; outras porque dependem deles financeiramente; outras por causa dos filhos; e algumas por outros motivos. Ao obedecer, as mulheres conseguem realizar seus desejos, satisfazendo seus interesses, e assim elas justificam sua “obediência”, e dessa forma, estabelecem uma relação fundamentalmente política. Já os maridos exercem seu poder sobre as mulheres, para satisfazer seu lado machista, “legitimar” sua pretensa superioridade sobre as mulheres.
Referência:
ARISTÓTELES, “A Política”-Livro 1,Caps. I a IV.
De acordo com Aristóteles, que para chegar às suas conclusões, observava a pólis, o homem é um “animal político”; e segundo Karl Marx, o homem é um ser social. Partindo do pensamento desses filósofos, considera-se que o homem só realiza sua humanidade no meio social, o “ethos”. Isso implica em relações de poder, onde se estabelece um jogo de interesses, ou seja, o homem tem em si, inerente à sua natureza, a pulsão de vida representada por liberdade e desejo de poder, que irão determinar a ação política, através da tensão , em que sempre existirá “alguém” que exerce e outro que se submete ao poder, ou pela força física, pela coerção, pela religião, por um contrato, ou por quaisquer outras formas de poder.
Mas, será a obediência a esse poder, um ato político?
Certamente, a obediência também expressa um ato político. Vejamos os exemplos.
As pessoas pagam impostos, para não pagarem multa, existindo assim, um ato político estabelecido pelo poder público, (Estado), e pelo contribuinte que obedece. Nessas circunstâncias pode-se perceber um mútuo interesse. Quem manda tem o interesse financeiro de arrecadar os impostos, enquanto o que obedece, além de não querer ser multado, justifica sua ação, ou seja, ele justifica para ele mesmo e para outrem, que não está negando sua dignidade, sua liberdade, uma vez que essa atitude é uma obediência necessária.
Observa-se que na relação entre homem mulher, existe uma tensão entre liberdade e poder. E que também existe um jogo de interesses. Podemos comparar a relação de exploração que tem o capitalista sobre o trabalhador, com a relação estabelecida entre o homem e a mulher.
De acordo com Aristóteles, os seres da mesma espécie, e de sexos opostos devem se unir em pares, uma vez que esses seres não têm existência individual, pelo menos no que diz respeito à reprodução e a perpetuação da espécie; havendo para isso, a necessidade inerente à natureza de uma relação de “poder”.
Na contemporaneidade existem diversos motivos que através dos quais as mulheres justificam sua obediência aos maridos, tentando recuperar a dignidade, e a liberdade. Umas, para preservarem a união estável; outras porque dependem deles financeiramente; outras por causa dos filhos; e algumas por outros motivos. Ao obedecer, as mulheres conseguem realizar seus desejos, satisfazendo seus interesses, e assim elas justificam sua “obediência”, e dessa forma, estabelecem uma relação fundamentalmente política. Já os maridos exercem seu poder sobre as mulheres, para satisfazer seu lado machista, “legitimar” sua pretensa superioridade sobre as mulheres.
Referência:
ARISTÓTELES, “A Política”-Livro 1,Caps. I a IV.
Nenhum comentário:
Postar um comentário