sexta-feira, novembro 09, 2012

LEMBRANÇA TERRÍVEL

Todas as quartas -feiras à noite relembro angustiada aquela noite às 21:00 horas em que recebi um telefonema de um policial perguntando se era da casa de Klewerton Cavalcante. Eu disse sim, e eu sou a mãe dele. O policial me disse então: é para ligar para esse número(0000) pois aconteceu algo muito grave com Klewerton. A princípio pensei que fosse um trote , então passei o telefone para meu marido e fui tentar falar com meu filho pelo celular. Mas, seu celular estava em caixa postal.Liguei para sua namorada, mas o telefone também não atendeu. Então pensei será uma brincadeira de mau-gosto? Enquanto isso meu marido conversava com o policial, já pelo número que este havia informado.Em seguida outro policial liga também para o número da nossa casa. Então comecei a ficar angustiada. Fazia apenas 40 minutos que meu filho tinha saído de casa para ir à casa de sua namorada, próximo à passarela de Neópolis. Pelas perguntas que ouvi meu marido fazer ao seu interlocutor(um policial) fiquei sabendo ou imaginando haver se tratado de um acidente, e meu filho havia saído muito machucado.

Mas, pobre de mim. Meu filho havia sido barbaramente assassinado ... A perícia do ITEP informou (ainda in-loco) que provavelmente o(s)assassino(s) haviam deflagrado os tiros à queima-roupa e deveriam estar com ele dentro do carro...Isto eu só vim saber no velório, pois até então continuava pensando ter sido acidente.

O momento da notícia fatal foi algo indescritível. Foi como se estivessem arrancando um órgão do meu corpo ...foi como um parto com dor de um recém-nascido sem vida...

Um comentário:

Unknown disse...

Realmente foi uma notícia terrível. Um fato sem explicação, um absurdo, uma maldade sem tamanho. A família toda ficou indignada e revoltada com tamanhacrueldade